Monatsarchiv für julho 2008

 
 

um dia para não esquecer.

07. julho 2008 • Kategorie: opinião, pensamentos • Kommentare: 9

Sábado, 05 de Julho de 2008.

Sabe aquelas pessoas que não tem inimigos? Compartilham o único pão que tem com quem tem fome? Aquelas pessoas onde a honestidade vem antes dos desejos? Aquela pessoa que ama a natureza de tal forma que o melhor lugar para se estar é no meio do mato? Aquele pai que deu aos filhos o que há de mais precioso e que dinheiro nenhum compra? Sabe aquela pessoa rígida com seus princípios, rígida com sua conduta e ciente de estar fazendo o melhor para os outros antes de fazer para si?

Esta pessoa para mim tem nome, chama-se Jurandyr Panissi. Com Y mesmo, caprichos de escrivão lá em idos de 1935 quando nasceu na cidade de Uchôa – interior de São Paulo. Era um bela quinta-feira, dia 26 de dezembro.

Ali nasceu um menino franzino, aos 7 meses de gestação. Filho de Sebastiana, descendente de nordestinos, mulher forte, batalhadora, matriarca de uma família grande. Muitos filhos, pouco dinheiro, mas muito amor e força para dar. Filho de Silvio, descendente de italianos. Homem forte, rígido e disciplinador. Ensinou os filhos os valores do trabalho e da terra. Os ensinou a serem homens de bem e de coragem.

Em meio a eles, o pequeno Jurandyr, serelepe que só ele. Trabalhar era a mesma coisa que brincar. Era esforçado, mas não perdia a oportunidade de correr, subir em arvores ou sair em disparada com uma das mulas usadas por seu pai na construção da rodovia Washington Luis.

Já moço, veio para São Paulo, depois de serpentear este interior, sempre trabalhando e se divertindo. Chegando aqui trabalhou na construção civil, e em uma de suas obras, a construção de um edifício na Al. Itú, conheceu uma linda mineira, de nome diferente, a Delminda, ou para quem a conhecia, simplesmente Dedé.

Começaram a namorar, e como inspiração a longevidade que teriam em vida, namoraram por 7 anos. Casando-se quando já tinha 40 anos de idade. Mostrou como aproveitar a mocidade, agora era um pai de família, pois logo no ano seguinte veio sua primeira filha, Flávia. Garota brincalhona e criativa, que desde criança mostrou um talento natural para as artes e para a amizade.

Depois veio certo rapaz, Fernando, de quem não irei falar.

Jurandyr não era perfeito. Mas para os filhos ele o foi. Foi na hombridade de reconhecer seu vício pelo álcool e acreditar que uma injeção de soro, que nada de medicinal tinha iria curá-lo do vicio. E se curou, por ele e para a família. Ensinou ali a todos a força da determinação e da vontade.

Ensinou que a vida é uma construção, e precisa de uma base sólida, de princípios e determinações.

Ensinou que o rico não é diferente do pobre, tão pouco o branco é do preto. Mostrou que todos devem ser tratados de forma igual.

Sem nunca ter lido um livro, ensinou de que devemos servir para sermos servidos. Ensinou a matemática dos justos, e o português dos nobres.

Jurandyr foi mais que um homem que passou pela Terra. Foi um pai que deu a vida a família e aos filhos. Soube viver cada dia. Feliz ou triste de sua vida. Soube aproveitar o que tinha. Sonhar com o que queria e não sofrer pelo que não iria ter. Até isto ensinou.

No dia 5 de Julho ele partiu. Descansou em fim depois de 72 anos de ensinamentos. Deixar registrada suas últimas palavras é a coisa mais difícil que alguém pode fazer, mas é importante deixá-las, para isso, deixarei o discurso histórico e falarei em primeira pessoa.

Estava eu no CTI do hospital, segurando as mãos de meu pai, que me olhou e disse:

“Filho, isso aqui é muito difícil… Mas vá com Deus e eu te amo”.

Apenas consegui segurar sua mão e beijar sua face dizendo: “também te amo pai, tenha muita força, pois precisamos de você.”

Foram as últimas palavras nossas que ele ouviu, e foram as últimas que dissera a um de seus rebentos e esposa.

As 19:30 ele se foi. Não nos deixou, pois estará sempre em nossos corações.

Obrigado a todos que, como eu, o amaram. Obrigado a todos que pensaram ao menos 1 segundo de suas vidas nele. Seja em vida, seja agora que está em espírito junto a nós.

Força pai! Tenha certeza de que cumpriu seu papel de pai. Fez um homem de bem e de princípios. Muito obrigado por tudo. Só posso finalizar assim:

MUITO OBRIGADO.

santa blogosfera

04. julho 2008 • Kategorie: amenidades, opinião • Kommentare: 0

Hoje saiu uma nota no blue bus, rotulando blogs que aceitam campanhas em posts de “blogs de aluguel”.

Logo na sequência o twitter começou a bombar de pessoas malhando o Blue Bus. Eu fui ver a reação no próprio BB, pois eles publicam uma o outra mensagem de leitor, uns defendem.. outros atacam.

Sendo honesto e transparente: A blogosfera é fresca e se doi por bobagem. Parece uma patota que não pode ser criticada ou rotulada (sic).

Porém pode e sempre que quer rotula e critica as pessoas. Vive em pé de guerra com jornalistas, vive em pé de guerra com colunistas (vivo isso na pele).

Eu acho uma tremenda de uma hipocrisia. Blogs que são fonte de renda, são de aluguel. Eu não tenho um blog de aluguel, infelizmente, pois queria ter.

Penso também que é engraçado como as pessoas perdem oportunidades. O Blue Bus é uma referencia. Um ponto de passagem para muita gente, e dentre essa galera tem um nicho de gente que importa, por ser importante e influente.

Se eu tivesse um blog de aluguel – dane-se o nome que eles colocaram – teria enviado um e-mail ao blue bus falando que era um rótulo, e pediria para – de alguma forma – meu link aparecer no BB. Para que? Alugar o blog, CLARO. Ganhar dinheiro.

Agora, hipocrisia é meter o pau, e logo na sequência aceitar fazer um post patrocinado.

Sinto que a sociedade precisa sempre de factóides. Precisa sempre mostrar uma revolta, uma polêmica. Gerar o caos, para desejar a paz.

Por falar em paz. Vão em paz! Que eu vou ganhar dinheiro. ;)