Frequentadores da Paulista, a união faz a força!
No começo de fevereiro fui assaltado na Avenida Paulista. 22:30 na saida do MBA. O bandido estava de bicicleta, e na passam levou meu celular. De brinde transformou meus óculos em um metal e minha orelha ardendo.
Só me dei conta do que estava acontecendo segundos depois, vendo-o longe a toda velocidade com meu celular na mão.
Depois disto comecei a reparar e, são sempre 3 “ciclistas”, andando de um lado a outro da Avenida, esperando alguem atender o telefone para rouba-lo.
Semana passada, voltando da faculdade onde leciono eu estava destraido reparando que reformaram a Drogaria São Paulo da esquina da Rua Pamplona. Andei uns 10 metros pensando: “? a concorrência da Onofre” quando ouço o grito de duas garotas. Olho a frente e passa a uns 5 metros, no meio fio um cara de bicleta com um celular na mão. A frente, duas garotas atonitas, sem entender direito o que havia acontecido.
Chega a ser ridículo pensar em ligar na polícia, pois tenho certeza que nada será feito. Como não foi feito na ocasião do assalto que sofri, como também no dia das duas garotas e todos os demais dias onde diversas pessoas são assaltadas na avenida.
A Paulista é um marco histórico da cidade, é um lugar importante e movimentado durante as 24 Horas do dia, ao longo de pelo menos 99,9% dos dias do ano. Como podem esses caras agitem assim, impunemente. Quando fui à delegacia fazer o B.O. do roubo, o escrivão disse que estes caras “desovam” os telefones ali na Bela Vista, nas ruas próximas ao Bixiga.
Isso ele não disse, mas certamente é naquela esquina da Rua Santo Antônio, logo acima da Vai-Vai, onde ficam diversos traficantes vendendo drogas. Todos sabem deles ali, mas nunca ninguém faz nada.
Eu adoraria ver esses covardes que roubam celular na paulista presos. Mas, contar com o poder público parece utópico, O que resta? Parar de falar no celular na Paulista? Eu parei. Ridículo. Patético, mas é o que resta.
Na verdade, o que me resta é o desejo de indignação, é o desejo de ação. De fazer algo para resolver esta situação. Não só dos covardes da paulista, mas de todos os covardes que nos roubam nos semáforos da vida, não importa se estão a pé, de moto ou bicicleta. São todos covardes. Fracos, incapazes de lutar pela vida e para ter o que se quer ter.
Meu pai não me deixou dinheiro. Nunca me deu luxo. Mas me ensinou o português dos nobre e a matemática dos justos. Me ensinou a batalhar todos os dias pela conquista, que estes covardes querem levar “de graça”.
Irão continuar levando, enquanto formos igualmente covardes e nos curvamos perante este tipo de situação.
Vamos fotografar, filmar e denunciar estes covardes da paulista. Vamos colocar a Policia para trabalhar e prender estes marginais.
Vamos recriminar e denunciar quem consome estes produtos roubados. Quem quer ter um celular caro, mas é esperto e não quer pagar o preço que cobram, consomem o roubado por ser acessível. Afinal, só há roubo pois existe demanda. Existe quem compra, se alguem compra, eles roubam.
Vamos para de falar, e agir. Avante Paulistanos. Por uma cidade menos covarde!
